Via Jornal A Cidade
Pressionado pelo fraco ritmo da economia e, em especial, dos investimentos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta terça-feira (4) novas medidas de estímulo à atividade.
Desta vez, o setor beneficiado foi da construção civil, responsável por 4,9% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Ao todo, o governo federal vai abrir mão de R$ 3,4 bilhões em arrecadação de impostos, além de oferecer R$ 2 bilhões em financiamento mais barato ao setor.
A partir de março, as empresas do setor passarão a recolher a contribuição previdenciária de seus trabalhadores com uma alíquota de 2% sobre o faturamento bruto – a alíquota de 20% sobre a folha de pagamento será zerada.
Com isso, a renúncia fiscal da Receita Federal será de R$ 2,85 bilhões em 2013. Mantega ressaltou que a medida é de caráter permanente – de acordo com a legislação em vigor, criada no programa Brasil Maior, a desoneração da folha de pagamentos vai até dezembro de 2014.
Segundo Mantega, com a desoneração as empresas recolhem hoje R$ 6,2 bilhões por ano à Previdência, e, com a nova fonte de tributação (o faturamento bruto, e não mais a folha de pagamento), vão pagar R$ 3,4 bilhões anuais. “São R$ 2,8 bilhões a menos que o setor pagará para o ano. Poderá reduzir preços dos imóveis e aumentar investimentos”, disse Mantega.
Região
Segundo Eduardo Nogueira, diretor regional do SindusCon, sindicato das construtoras, a redução na carga tributária é positiva para o empregador de Ribeirão Preto, Araraquara e de outras cidades, para quem a desoneração agirá em toda a cadeia produtiva.
“Quando se desonera uma parte, todo o segmento é beneficiado”, analisa.
Conforme ele, no futuro essas medidas acabarão refletindo positivamente para o consumidor final. “Seria ousadia estimar quanto, mas a economia no início da cadeia produtiva influencia nos valor dos imóveis, no outro extremo.” (Com agências)
Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/editorias/economia/2012/12/04/construcao-tera-menos-imposto-diz-ministro-da-fazenda.html
