O que descrever do mercado imobiliário nesse começo de ano? Em meio aos fortes acertos nos impostos do Governo, podemos perceber que tivemos um reflexo nas negociações em vendas e até mesmo em locações. Muitos eliminaram gastos altos com aluguéis, pra irem para imóveis mais em conta. Outros adiaram o sonho da compra da casa própria e esperar a inflação do país ficar estável para voltar investir. Mas afinal, estamos livres da crise ou estamos apenas no começo dela? Será que as imobiliárias conseguirão ficar em pé, mediante a poucos investidores no mercado?
A reportagem abaixo cita uma matéria da Revista Veja do dia 30/03/2015:
“A ideia de que o Brasil vivencia uma bolha no mercado imobiliário causa debate há quase uma década. Enquanto milhares aproveitaram a expansão e o barateamento do crédito para comprar suas casas, outros tantos – descrentes de que os valores pudessem se manter sempre em alta – preferiram esperar o momento em que os preços começassem a cair. A teoria da bolha ainda não foi comprovada. Mas a chegada da crise econômica começa a ter seus efeitos sobre os imóveis. O índice FipeZap de fevereiro mostra que os preços estacionaram nas capitais brasileiras. Mais ainda: pela primeira vez desde que foi criado, o indicador começa a captar quedas. O Distrito Federal é um caso exemplar: o avanço dos preços em 12 meses é de 0,18%. Descontada a inflação do período, trata-se de uma queda real de quase 8%. Especialistas consultados pelo site de VEJA garantem: não haverá um derretimento de preços. Mas, em 2015, quem estiver disposto a comprar encontrará o caminho livre para negociar descontos impensáveis bem pouco tempo atrás.
As taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal, que responde por 70% da carteira de crédito imobiliário, não subiram na mesma toada que a Selic. Mas, no país de Lula e Dilma, que fizeram do consumo o principal sustentáculo da economia, a alta dos juros básicos impacta diretamente todas as linhas de crédito que são financiadas com recursos privado. Ou seja, parcelas de todos os tipos ficam mais caras e pesam no orçamento da população, que já está endividada. “A queda no poder de compra nesse momento impacta até mais o mercado imobiliário do que outros setores da economia, pois a decisão de investimento em um imóvel costuma ser de longuíssimo prazo. É um compromisso entre 20 e 30 anos”, diz Viktor Andrade, sócio da área imobiliária da consultoria da Ernst & Young.”
Podemos apenas aguardar agora para saber o que irá acontecer no mercado imobiliário, por hora, as imobiliárias precisam se re-inventar para trazer clientes, e as que não estão preparadas poderão, em breve, fechar as portas.
Fonte: Veja on line http://zip.net/blq8hJ

